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domingo

Quem Somos

O Projeto MarimBrasil é um programa de caráter social que visa prestar atendimento a jovens e crianças em estado de vulnerabilidade social. Visamos resgatar e incentivar o investimento na cultura e na educação musical da sociedade afim de desenvolver a sensibilidade, a criatividade e as habilidades pessoais de cada jovem, habilitando-o para o mercado de trabalho na área das artes. O Projeto MarimBrasil foi desenvolvido e criado em maio de 2011 pelo músico e professor Maurício Weimar. Com uma experiência de 14 anos na área da educação musical, Maurício tem se dedicado a desenvolver novas metodologias de ensino que estimulem as habilidades específicas de cada aluno como criatividade, coordenação motora, desenvolvimento da composição musical, performance musical, memória musical e da própria vivência musical de cada estudante. Desde 2009 Maurício tem assumido a direção da escola de música Hafralækjarskóli, na Islândia. Além de diretor da escola, Maurício também se dedica ao ensino de instrumentos musicais como baixo, violão, guitarra, bateria e violino, sendo esses dois últimos seus principais instrumentos. Em agosto de 2011 Maurício estará retornando ao Brasil onde dará início aos trabalhos do Projeto MarimBrasil.

Violinista profissional
: Em 2007 formou-se em violino avançado pelo Conservatório de Música Pablo Komlós da Oquestra Sinfônica de Porto Alegre. Já realizou diversas gravações em cd's, dentre as mais significantes se destaca a participação no cd "Cantigas de Ninar Vento" do músico Jorge Herrmann e no cd "Solilóquios, Colóquios e Quiprocós" do músico Roberto Marques, ambas gravações financiadas pelo Projeto FunProarte de Porto Alegre. Em 2007 foi espala da Oquestra Jovem da Sinfônica de Porto Alegre e participou como músico contratado em diversos concertos junto a Oquestra Sinfônica de Porto Alegre. Atualmente Maurício é músico integrante da Orquestra do Norte da Islândia- Sínfoníuhljómsveit Norðurlands.

Baterista profissional: Maurício já realizou inúmeras turnês ao lado de bandas como Sepultura, Krisium, Vader, Blind Guardian, entre outros. Desenvolveu técnicas avançandas de bateria que lhe rendeu inúmeras citações e entrevistas para revistas, zines e jornais eletrônicos. Ganhou enorme destaque dentro do cenário do metal, sendo considerado atualmente um dos melhores bateristas do Brasl no gênero.

Marimba Africana: em 2010 participou do "Zimba Marimba Summer Camp" na Suécia,  onde realizou curso avançado de marimba, percussão e dança africana sob a orientação de renomados professores e líderes dos mais famosos grupos de marimbas do mundo, dentre eles: Randy e Amy McIntosh, Julia Tsitsi Chigamba (Kutandara Center-EUA), Peta Axelsson e Ana Forsvall (Zimba Marimba- Suécia), Ross Johnson e Zama Qambi (amAmbush Marimba- África do Sul).

sábado

Nossos instrumentos

O Projeto MarimBrasil juntamente com o Ateliê Construindo o Som têm trabalhado na confecção das marimbas que serão usadas em nossas oficinas. Serão 7 marimbas: 3 sopranos, 2 contraltos, 1 barítono e 1 baixo. Estipula-se que até agosto/setembro, 3 marimbas já estejam a disposição para iniciarmos o primeiro grupo. O Ateliê Construindo o Som é uma grande parceria que está sendo feita e que conta com a experiência do músico e luthier Roberto Luís Castro, veterano na construção de instrumentos étnicos e na elaboração de projetos sociais. O projeto inicial é investirmos nestas 7 marimbas, mas o Projeto MarimBrasil pensa alto e já prevê a construção de mais instrumentos futuramente a fim de termos o maior número possível de alunos envolvidos e de iniciarmos nossa grande Orquestra Nacional de Marimbas Africanas. Além da construção das marimbas estamos nos dedicando também a elaboração de instrumentos percussivos feitos de materiais reutilizados e que serão de extrema importância para o acompanhamento dos instrumentos. Este caráter do nosso projeto também fará parte das oficinas que serão administradas. Buscamos através da sustentabilidade achar alternativas para os problemas encontrados quanto a questão do desperdício de materiais e diminuir os custos através do uso e reuso de materiais alternativos, de fácil acesso e manejo. A união destes dois princípios forma a base de sustento do nosso projeto: música como um processo de recriação,adaptação e transformação.

quinta-feira

Como tudo começou. Por Maurício Weimar

" Islândia, 2009...






Meu primeiro contato com a marimba africana se deu em 2009 quando assumi a direção de um grupo de marimbas na Islândia. Até então meu conhecimento sobre esse instrumento era muito limitado e não fazia a menor noção do quanto esse encontro mudaria minhas perpectivas musicais.


A cada encontro com o grupo pude perceber que a identidade musical fazia parte fundamental do processo de aprendizagem. Mesmo a Islândia não sendo um país de afro-descendentes e muito menos ter relações culturais com a África, nota-se que há uma abertura cultural para a cultura africana e latina em muitos países nórdicos, como a Noruega, Suécia e a própria Islândia. Esta abertura me incentivou a buscar mais conhecimento do instrumento e desenvolver um novo projeto pedagógico para os meus alunos. Foi neste momento que entrei em contato com projetos paralelos semelhantes na Suécia, através do Grupo Zimba Marimba.


O sentimento de grupo como parte do processo de aprendizagem e vivência musical é extremamente importante para o seu desenvolvimento e sucesso. O contato diário, a rotina musical são fundamentais para este aprendizado. Depois de dois anos ensaiando e ensinando diversos grupos de marimbas, senti que era o momento de levar a música para fora da sala de aula e mostrar a comunidade seu valor e sua importância. Os ensaios diários, as apresentações foram de grande importância para o desenvolvimento da performance do grupo. As diferanças dos alunos de 2009 para os de 2011 são grandes e pode-se perceber que o resultados são crianças mais auto-confiantes, conscientes da importância e do sentimento de grupo, engajadas socialmente entre muitos outros benefícios.



Morar na Islândia tem sido uma experiência gratificante e extremamente enriquecedora. Experiência esta que tem despertado minha cosnciência para minha própria identidade cultural. Diante das complexidades do mundo moderno e dos problemas que a sociedade tem enfrentado, vejo que é de suma importância trabalharmos com flexibilidade a cultura local de certa comunidade e até mesmo adaptar essa cultura agregando os fatores positivos da vivência humana e eliminando os fatores negativos. Em outras palavras, acredito que a cultura é um meio flexível onde podemos sempre inserir e elimar conceitos sociais mas que depende apenas de engajamento, consciência e muita boa vontande.

Essa nova consciência, que tem sido carro chefe de muitos projetos sociais, tem se tornado uma necessidade constante na minha própria vivência como ser humano. Diante disto tomei a decisão de voltar para o Brasil e levar esse projeto das marimbas africanas para comunidades carentes."

Breve apresentação

O Projeto MarimBrasil surgiu como uma necessidade de ampliar o cenário cultural e educacional do ensino de música no Brasil. Acreditamos que a música é um meio poderoso de transformação social, capaz de conectar pessoas, conectar culturas, ampliar conhecimentos e transformar, principalmente, a relação do homem com o planeta, tornado-o responsável por sua manutenção e desdobramento. Investimos e acreditamos no poder da educação, somente ela é capaz de formar seres humanos conscientes, sensíveis e atuantes em sua cultura. O Projeto MarimBrasil visa habilitar pessoas para uma nova perspectiva social, desenvolver a conexão da cultura local com a cultura mundial.
Nossa meta é tornar este sonho em realidade através de parcerias e investidores de recursos para que possamos montar nossa Escola de Música e Orquestra Nacional de Marimbas Africanas.